sábado, 9 de março de 2013

O Silêncio - "Observa, escuta, e logo atua"

Acabei de ler este texto. Fiquei sem palavras porque senti um filmezinho a passar em relação ás minhas ultimas atitudes perante o silêncio.
Realmente fiquei no "ops...":).
Hoje em dia ligamos o "piloto automático" e nem reparamos no que estamos a fazer e no como estamos a agir perante tudo e todos.
Desde a minha infância gostei de observar tudo o que me rodeava, inclusivé pessoas e eu mesma...confesso que deixei de o fazer e nem consigo justificar, :) mas...uma coisa é certa...a partir deste momento terei sem duvida muito mais cuidado e observar-me-ei mais profundamente. :)

Desafio a ler e reflectir :)

obrigada

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O Silêncio

Nós os índios, conhecemos o silêncio. Não temos medo dele.
Na verdade, para nós ele é mais poderoso do que as palavras.
Nossos ancestrais foram educados nas maneiras do silêncio e eles
nos transmitiram esse conhecimento.
"Observa, escuta, e logo atua", nos diziam.
Esta é a maneira correta de viver.
Observa os animais para ver como cuidam seus filhotes.
Observa os anciões para ver como se comportam.
Observa o homem branco para ver o que querem.
Sempre observa primeiro, com o coração e a mente quietos,
e então aprenderás.
Quanto tiveres observado o suficiente, então poderás atuar.
Com vocês, brancos, é o contrário. Vocês aprendem falando.
Dão prêmios às crianças que falam mais na escola.
Em suas festas, todos tratam de falar.
No trabalho estão sempre tendo reuniões
nas quais todos interrompem a todos,
e todos falam cinco, dez, cem vezes.
E chamam isso de "resolver um problema".
Quando estão numa habitação e há silêncio, ficam nervosos.
Precisam preencher o espaço com sons.
Então, falam compulsivamente, mesmo antes de saber o que vão dizer.
Vocês gostam de discutir.
Nem sequer permitem que o outro termine uma frase.
Sempre interrompem.
Para nós isso é muito desrespeitoso e muito estúpido, inclusive.
Se começas a falar, eu não vou te interromper.
Te escutarei.
Talvez deixe de escutá-lo se não gostar do que estás dizendo.
Mas não vou interromper-te.
Quando terminares, tomarei minha decisão sobre o que disseste,
mas não te direi se não estou de acordo, a menos que seja importante.
Do contrário, simplesmente ficarei calado e me afastarei.
Terás dito o que preciso saber.
Não há mais nada a dizer.
Mas isso não é suficiente para a maioria de vocês.
Deveríamos pensar nas suas palavras como se fossem sementes.
Deveriam plantá-las, e permiti-las crescer em silêncio.
Nossos ancestrais nos ensinaram que a terra está sempre nos falando,
e que devemos ficar em silêncio para escutá-la.
Existem muitas vozes além das nossas.
Muitas vozes.
Só vamos escutá-las em silêncio.

"Neither Wolf nor Dog. On Forgotten Roads with an Indian Elder" - Kent Nerburn

Quando me amei de verdade...



Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.

Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é...Autenticidade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.

Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.

Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.

Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... Saber viver!!!

Charles Chaplin

Relacionamentos

Hoje foi um dia muito inspirador. Numa conversa entre amigos veio o tema relacionamentos em que surgiu esta definição abaixo descrita. Gostei tanto que optei por partilhar ....
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"Uma relaçao é nada mais nada menos que uma partilha do caminho onde existe o desafio de praticar a nossa tolerancia e aceitação perante o outro e também o desafio de conviver e expor-mo-nos sem deixar-mos de ser quem somos.

Por isso que eu defendo que, quando algo nos perturba ou que sentimos desconfortáveis, sentar e conversar...explicar ao outro o que nos está a doer e sobretudo saber ouvir a outra parte...

Numa relação temos sempre a tendencia de vibrar pelo outro "ah, gostava de ir mas..."...existe sempre um "mas" á frente...

Depois o outro nao corresponde e começa a cobrança....mesmo inconscientemente...o julgamento e por aí fora...e é aí que tudo se perde...
porque acabamos por nao ser quem somos e nem deixamos o outro ser quem é...mas...se houver a cumplicidade e respeito pelo espaço do outro...tudo flui porque os dois estão felizes e sentem-se realizados com eles mesmos...assim ele pode dar ao outro o que tem em abundancia...o seu próprio amor. O que nao é nada mais nada menos que amor incondicional. Amar sem esperar nada...sem esperar retornos pois um ser pleno nao precisa...sente-se completo :)

Sim...quem ama deixa voar pois sabe que nao é dele.... simplesmente ama e pronto. :)

Nada se perde tudo se transforma...

Cada vez mais sinto o mundo inteiro um caos.
Aflitas, preocupadas...desesperadas...e também falo por mim, claro. Sentimo-nos no meio do caos sem saber o que fazer, para onde ir...e muitas vezes em vez de nos acalmar, fazemos o disparate de culpar quem mais amamos pelo medo do desconhecido...desconforto e tudo o mais.

A vida é um conjunto de momentos, cabe a nós escolher a atitude para ultrapassar os desafios do dia a dia. È dificil? Sim sem duvidas mas se nao conseguimos hoje...sempre podemos tentar amanhã...e sermos humildes de modo aceitarmos as nossas imperfeiçoes e limites pois nao podemos mudar o mundo e nem quem nos rodeia mas podemos mudar a nós mesmos (basta acreditar).. eheh.

Deixo aqui uma parte do filme "comer, amar e rezar" pois adorei e tranquilizou-me... :) espero que gostem

beijito
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Carta de Elizabeth (Julia Roberts) a David (James Franco):

“Lembra quando você disse que devíamos ser infelizes juntos para sermos felizes? Considere prova do quanto te amo eu ter passado tanto tempo tentando fazer a idéia dar certo. Mas, outro dia, um amigo me levou a um lugar incrível: o Augusteum. Otaviano Augusto o construiu para abrigar seus restos mortais. Vieram os bárbaros, e foi demolido, com o resto. Como Augusto, o primeiro grande imperador de Roma imaginaria a queda Roma e de todo o mundo como ele o conhecia?

É um dos locais mais sossegados e solitários de Roma. A cidade cresceu ao seu redor ao longo dos séculos. Como uma ferida, um coração partido ao qual você se apega, pois a dor é boa.

Todos queremos que as coisas permaneçam iguais, David. Vivemos infelizes com medo que uma mudança estrague tudo. Aí eu olhei esse lugar, o caos que ele suportou, o modo como foi adaptado, queimado, pilhado e reconstruído e me tranqüilizei. Talvez minha vida não tenha sido tão caótica. O mundo que é a armadilha para nos apegarmos às coisas.

A ruína é uma dádiva. A ruína é o caminho que leva à transformação. Até nesta cidade eterna, o Augusteum me mostrou que devemos estar preparados para as intermináveis ondas de transformação. Nós dois merecemos mais do que ficarmos juntos por medo de sermos destruídos não ficando.”

Caminhos

Desde o inicio da nossa existência aqui na terra, traçamos caminhos por vezes tortuosos, outros desafiantes, outros suaves e alegres que nos fizeram sentir valer a pena viver.

Desde sempre que o ser Humano escolhe os seus próprios caminhos, que muitos chamam de destino...

À medida que o tempo foi avançando, o Homem fez progressos e foi ficando mais culto...descobertas...invençoes...poder...destrui- ção.
Escolheu impor regras, inventar leis, mentir, julgar e culpar...dividir seres humanos consoante a sua classe social como se algo tivesse mais importância que a própria origem, mais importância do que SER.

Cheio de humildade, respeito, amor e liberdade da sua propria essência de simplesmente ser...tornou-se uma máquina de fazer dinheiro, destruidor, manipulador...até que o pior aconteceu...

Actualmente, já nao sabe quem é, já não sabe os seus valores, e não pára de destruir tudo ao seu redor.
Insiste, persiste e não pára para analisar o que correu mal...insiste em forçar ilusões que nos distanciam ainda mais uns dos outros e pior da verdadeira causa existencial.

Insiste em manter-se agrafado em coisas que já não fazem sentido, sendo essas coisas pessoas,
objectos, escolhas passadas à espera de remodelação, locais..e tudo por causa de um só motivo: MEDO.

Medo da transformação, mudança...medo do desconhecido...do desconforto...Medo de perder o poder ou alguém...medo de nao ser aceite (rejeitado)...Medo de assumir a sua propria impotencia e responsabilidade pelas suas escolhas feitas ao longo de séculos que levaram até ao presente, tanto a nivel colectivo como individual.

Observo cada dia pessoas ao meu redor, conversas tidas, até me observo e a conclusão é desastrosa.
Ainda persistem em focar no outro em vez de simplesmente SER e acreditarem que merecem dar o seu salto quântico, merecem serem felizes...
Ainda escolhem a etiqueta, em "vou-me sacrificar" por respeito ao outro esquecendo-se da sua própria felicidade e respeito pela sua essência...

Consequência desse esquecimento? Doenças, por exemplo, depressões, cancros, tudo ao mais alto nível, ou simplesmente a rejeição de, quem sabe, uma oportunidade de realização de um sonho ainda de infancia...e a madrasta é a vida porque estamos a sofrer (puro engano)...

Caminhos, somos nós os caminhantes e somos nós que temos o livre arbítrio de escolher os nossos próprios caminhos...
Ou vivemos no passado maldizendo a nossa sorte, ou vivemos no futuro criando ilusoes e antecipando a dor que talvez nem exista
ou vivemos o presente...contribuindo para melhorar-nos e mudando as nossas atitudes perante tudo ao nosso redor e contribuindo para um futuro melhor e mais risonho...

Pode ser difícil mas nada é impossível, basta acreditar. Acreditar sobretudo em nós, no nosso melhor...acreditar que tudo pode acontecer, basta escolher e aceitar de braços abertos a mudança...aceitar que nada e nem ninguém é para sempre... :)

Portanto meninos, nós é que temos o poder de escolha e esse poder tem muita força...analisem, sintam com olhos do coraçao e escolham dando prioridade à vossa essência.

Todos nós podemos dizer "Chega, eu Mereço ser Feliz!!!"

EU já escolhi e vocês?

E que sejam felizes de alma completa!!

Gosto muito de Todos Vós

Obrigada e até sempre :)

carine

Sorry to Myself

Muitas vezes, acontece-nos e fazemos coisas inexplicáveis e explicáveis.

Quando sentimos que magoamos alguém temos tendência a pedir desculpas aos outros, outras vezes nao temos essa coragem ou simplesmente nao pedimos por orgulho ou vingança....mas a maioria das vezes (senao todas) esquecemos algo importante...pedirmo-nos desculpas a nós mesmos pela situaçao ou pela escolha que nos levou a magoarmo-nos ou mesmo desrespeitarmos a vontade da nossa propria essência...

Foi nesse sentido que, publiquei este video e letra, para lembrar a todos e sobretudo a mim mesma que também devemos pedir-nos desculpas, pois além da outra pessoa, magoamo-nos em 1.º lugar a nós mesmos, á nossa querida essência.

É claro que nada é ao acaso e somos nós que atraímos a situação, ou porque teve que ser assim para evoluirmos, amadurecermos mais um pouco ou porque não sabiamos fazer melhor. O que quer dizer que aqui ninguém tem culpa mas sim responsabilidade pois todas as escolhas têm a sua consequência nao é?
Mas, como todos sabem...sabe sempre bem ouvir um pedido de desculpa acompanhado por um miminho, nem que seja "gosto de ti e vou tentar não repetir" sussurrado ou em silêncio. :)

Deixo aqui uma pequena curiosidade:

A palavra Desculpa significa "des" (tira)+ "culpa" = "Tira-me a culpa" :)

obrigada e beijito :)




Desculpas A Mim Mesma

Por escutar minhas dúvidas tão seletivamente
Por continuar minha entorpecência amorosa sem fim
Por ajudar você e a mim, sem nem me considerar
Por me espancar e me sobrecarregar

Para quem devo meu maior pedido de desculpas?
Ninguém foi mais cruel comigo do que eu mesma

Por deixar você decidir se eu era muito desejável
Por me amar ser algo tão embarassante condicional
Por me negar para que fossemos, de algum modo, compatíveis
Por tentar encaixar um retângulo em um círculo

E para quem devo meu maior pedido de desculpas?
Ninguém foi mais cruel comigo do que eu mesma

Peço desculpas a mim
Peço perdão primeiramente a mim
Antes de a qualquer outro

Peço desculpas a mim
Por me tratar pior
Do que eu trataria qualquer outra pessoa

Por me culpar pela sua infelicidade
Pela minha impaciência quando eu estava perfeita onde estava
Por ignorar os sinais de que não estava pronta
E esperar estar onde você queria que eu estivesse

E para quem devo as primeiras desculpas?
Ninguém foi mais cruel comigo do que eu mesma

E eu peço desculpas a mim
Peço perdão primeiramente a mim
Antes de a qualquer outro

Peço desculpas a mim
Por me tratar pior
Do que eu trataria qualquer outra pessoa

E agora me pergunto qual crime é o maior
Esquecer você ou a mim?
Se eu tivesse a sabedoria do futuro
Eu teria naturalmente adorado a anterior

Por ignorar você, minha consciência
Por sorrir quando meu combate estava tão óbvio
Por ser tão desassociada ao meu corpo
E por não superar
Quando essa seria a melhor opção

E para quem devo meu maior pedido de desculpas?
Ninguém foi mais cruel comigo do que eu mesma

E eu peço desculpas a mim
Peço perdão primeiramente a mim
Antes de a qualquer outro

Peço desculpas a mim
Por me tratar pior
Do que eu trataria qualquer outra pessoa

Peço desculpas a mim
Peço perdão primeiramente a mim
Antes de a qualquer outro

Peço desculpas a mim
Por me tratar pior
Do que eu trataria qualquer outra pessoa

Um pequeno conto budista

Bonito conto :)

Este é um conto Budista sobre a natureza humana e sobre as relações.

Vinte monges e uma freira, que se chamava Eshun, estavam a praticar meditação com um Mestre Zen.

Eshun era muito bonita apesar da sua cabeça rapada e das suas roupas simples. Muitos dos monges, secretamente, apaixonaram-se por Eshun. Um deles escreveu-lhe uma nota de amor, insistindo com ela para se encontrarem secretamente.

Eshun não respondeu. No dia seguinte, o Mestre deu uma palestra ao grupo. Quando terminou, Eshun ergueu-se. Dirigindo-se directamente a quem lhe tinha escrito a nota ela disse: "Se de facto me amas, vem e abraça-me agora."

O monge não se mecheu.

Esta história é simples mas representa uma verdade absoluta da natureza humana. Nós crescemos e "aprendemos" a ter vergonha das nossas emoções. Quando confrotados com os nossos desejos mais pequenos, as pequenas confusões desvanecem-se e dissipam-se. Na verdade, confundimos o que é amor, desejo ou obcessão. Cabe a nós, como adultos, "desaprendermos" para que nos consigamos focar naquilo que de facto importa. Focarmo-nos na verdade das emoções, nos seus significados, no impacto que têm nos outros. Só assim conseguimos percorrer o caminho que nos faz verdadeiramente felizes.

(tirado do blog: http://amoresilencio.blogs.sapo.pt/7419.html)